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Integração Escolar na Osteogênese Imperfeita

Written By Fatima Santos on sexta-feira, 28 de dezembro de 2018 | 09:43



Recomendações
Integração Escolar na Osteogênese Imperfeita

Estamos disponibilizando uma cartilha idealizada e publicada pela Associação Portuguesa de Osteogênese Imperfeita - APOI



























































Relato do 1º encontro realizado no Instituto Fernandes Figueira - IFF

Written By Fatima Santos on quarta-feira, 1 de junho de 2016 | 06:09


 As Crianças de Ossos de Cristal na Escola

 
Relato do 1º encontro realizado no Instituto Fernandes Figueira - IFF


Rio de Janeiro,  21 de maio de 2009 

  
O Encontro contou com a participação de diretoras de escolas, professoras , pais , médicos  e outros profissionais que lidam com a OI. As apresentações  foram divididas em quatro partes  e os principais registros foram os seguintes :

 1-   Dr.  Juan Llerena , médico geneticista do IFF ,  falou sobre o que é a OI , origem, características gerais da doença , diferentes tipos de OI, o tratamento ( avaliação da evolução ). Finalizando, destacou a importância do núcleo da ABOI-RJ para a melhoria da qualidade de vida dos portadores ;

2-   Carmen Lia , fisioterapeuta do IFF,   apresentou o trabalho que vem sendo feito com as crianças no IFF,  falou de suas limitações e como superá-las. Enfatizou o potencial das crianças com OI e destacou a importância  de explorá-lo na escola. Sugeriu que no recreio ou no horário da educação física  sejam feitas atividades lúdicas para que as crianças com OI não fiquem isoladas nas salas, nesses períodos. Destacou também a importância da entrada e da saída da escola seja feita uns 10 minutos antes ou depois das crianças.

 3-   Dr. Celso Rizzi , médico ortopedista  do INTO,  falou sobre os cuidados com gesso durante a permanência das crianças na escola ,  posição mais confortável ,  proteção do gesso para não ser danificado , alertou para  não introduzir objetos do tipo lápis , caneta e outros para coçar o membro engessado;  comentou sobre como deve proceder em caso de suspeita de fraturas, finalizando mostrou alguns procedimentos cirúrgicos para correção e proteção dos ossos .

 4-   José Carlos e Fátima relataram suas experiências  com seus filhos, na escola  e no trabalho de  assistência desenvolvida pelo núcleo da ABOI - RJ junto as crianças com OI , no ambiente escolar.


 Esclareceram que as primeiras barreiras são o medo e o preconceito, que muitas das  vezes são transmitidos pelos próprios pais ao ambiente escolar ; comentaram que uma primeira medida é saber que tudo tem risco , fraturas poderão acontecer em casa ou na escola , mas isso não pode inibir o desenvolvimento da criança  de ter acesso ao conhecimento e ao convívio  com outras crianças.  A  experiência da superação e da autorrealização  que a convivência escolar proporciona  gera confiança e vontade de viver e isso estimula as crianças e seus país  ;   Portanto, em vez de mostrar medo,  deve-se esclarecer  os profissionais de ensino e aos alunos  quais os cuidados que deverão ser tomados e ao mesmo tempo procurar tranquilizar os professores  que em caso de fraturas como deverão agir, lembrando-os que estes não deverão se sentirem culpados, em eventuais acidentes . O importante é tomar as medidas preventivas , tais como evitar locais muito movimentados. Quando for necessário frequentar lugares movimentados,  utilizar cadeiras de rodas ou muletas.

Fátima Benincaza
Presidente ABOI 2008/2009

As Crianças de Ossos de Cristal na Escola



Escola



Muita mãe tem nos procurado com receios de colar seus filhos (as) com OI na escola. Abaixo reenvio o relato do encontro que tivemos aqui no Rio de Janeiro. As crianças com OI não têm dificuldades intelectuais, portanto elas devem ir para escolas normais. Aqui estão algumas sugestões que permitirão uma melhor integração, na escola, das crianças com OI.


Muitas crianças com OI andam independentemente, com uma base larga (pernas bem separadas). Entretanto, elas freqüentemente têm fraturas, sofrem intervenções cirúrgicas etc., o que as força a usarem muletas, andadores e, algumas vezes, uma cadeira de rodas. A escola deve ser acessível a crianças deficientes. A escola deve também ter rampas de acesso, banheiros acessíveis, mesa e cadeiras móveis e uma cadeira de rodas para um caso de emergência.A escola deve der um plano de evacuação de emergência adaptado para crianças deficientes em caso de fogo.

 

 Lembro as mães que devem incluir as seguintes informações para ajudar na inclusão das pessoas com OI na escola.

1- A OI não causa déficit intelectual.

2- A escola pode necessitar  de ser adaptada para a criança com OI

3- A criança com OI tem a mesma necessidade para o desenvolvimento intelectual e da interação social com outros alunos. 

Algumas crianças com O.I. carecem de estabilidade (equilíbrio) e precisam de uma melhor supervisão nos jardins da escola ou em superfícies molhadas.

Crianças com O.I. devem deixar a classe 5 minutos depois do fim da aula para evitar o tumulto.

Em educação física as crianças com O.I. não devem participar de nenhum esporte de impacto para evitar ferimentos. Contudo, a participação na educação física deve ser fortemente encorajada, respeitando-se, é claro, os limites das crianças.

O equipamento usado deve ser leve (como bolas, por exemplo). 

A criança deve parar quando estiver cansada.

A criança deve usar órteses (aparelhos ortopédicos) todo o tempo.



Outros elementos facilitadores da integração na escola:

- Carteira ajustáveis

- Cadeira de  rodas com uma prancha

- Tatame ou outro piso macio para período de descanso

- Banheiros adaptados





 Fátima Benincaza

Presidente da ABOI

2008/2009













 


 

 










 
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